Logo Laranja Artíbale Faria 2020
  • Dra. Cintia Vieira

(Especial) A Luta da Mulher Advogada


Não é de hoje que mulheres lutam para conseguir direitos e espaço profissional, e na área do Direito, que é considerada uma das áreas mais clássicas e conservadoras da sociedade, isso não foi diferente e essa luta também não é algo pacífico, fácil e tranquilo.


É fato histórico, que nos últimos séculos a mulher sequer possuía direitos básicos, a exemplo de ser vista e tratada de forma igualitária aos homens, direito de estudar, direito ao voto, e até de se separar/divorciar de seu cônjuge.


Assim, tem-se que é antiga a busca por espaço e direitos iguais, sendo que especialmente após a constituição cidadã de 1988 é que as mulheres conseguiram solidificar ainda mais direitos que antes sequer lhe eram permitidos.


Para que as mulheres fossem oficialmente reconhecidas na área jurídica, foi preciso muita “audácia”, coragem e perseverança de mulheres como a Dr.ª Myrthes Gomes de Campos, primeira advogada brasileira, a Excelentíssima Thereza Grisólia Tang, primeira juíza brasileira e tantas outras mulheres que lutaram pela causa. (Contamos de forma resumida a história dessas mulheres advogadas em uma postagem nas Redes Sociais! Clique aqui para conferir! 😉)


Cita-se que essa representatividade da mulher no direito vem aumentando, tendo em 2014 alcançado o espaço de cerca de 30% (trinta por cento) das chapas nas eleições da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil.


Nesse sentido, houve alterações também no Estatuto da Advocacia a fim de garantir, por exemplo, que as gestantes e lactantes sejam dispensadas de passar em aparelhos de Raio X e, ainda mais importante, de terem prioridade nas sustentações orais.


Desta forma, temos que os avanços e conquistas das mulheres no direito são notáveis e permitiram que outras busquem esse ramo e estudem para lutar pelos direitos seus, de seus clientes e pela Justiça.


O dia 15 de Dezembro merece homenagem, mas também devido valor e respeito a mulher advogada que, além de lutar pelos direitos de quem precisa, continuar lutando para manter os direitos conquistados e combater o resquício de preconceito ainda evidente em nossa sociedade.


Escrito por Cintia Vieira